Alerta: verificação em duas etapas do Twitter

Tenho duas contas ativas no Twitter, sendo uma pessoal, ambas com verificação de identidade em duas etapas, que nada mais é, grosso modo, uma segunda senha. Como eu só uso a versão web, e todas as informações são perdidas quando fecho o navegador, cada vez que vou utilizar o twitter preciso inserir os dados de usuário e senha e aguardar o envio do SMS via celular. Por ser um processo simples e rápido, não dá trabalho algum.  Às vezes existe um delay de minutos, mas a mensagem costuma chegar.

Ocorre que pela primeira vez a demora no recebimento da mensagem de texto demorou mais do que alguns segundos ou até minutos. Isso foi constatado recentemente, e entre as tentativas frustradas de login e o restabelecimento do serviço, foram mais de 12 horas, porque recebi todos os códigos atrasados, em sequência. O detalhe interessante é que o problema só foi constatado porque eu resolvi entrar no Twitter num horário e dia não pretendidos. Se não tivesse me logado, provavelmente o problema teria sido sanado e eu nem perceberia.

O que há de relevante nisso é que como eu não uso o aplicativo para smartphone, inexistia um código de backup salvo e nem havia uma sessão web aberta,  a minha única solução seria apelar para o suporte, o que pode levar dias, segundo o próprio twitter. Assim, se o serviço de envio de mensagens pifasse por dias, ficaria por dias sem usar Twitter.

Assim sendo, sugiro que as pessoas na mesma situação que a minha (utilizam apenas versão web com verificação em duas etapas com recebimento de código via mensagem de texto) ao menos gerem um código de backup. No link a seguir há instruções para tal: https://support.twitter.com/articles/20170436# (interessante ler todo o artigo).

Acabei esquecendo de publicar o post, mas hoje, 18/05/2017, o problema voltou a ocorrer. Entretanto, desta vez eu dispunha de um código de backup.

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Esclarecimentos: “apertada síntese” e omissões

Há alguns anos redigi um textos em que mencionei, ao menos uma vez, a omissão de docente de graduação a respeito de determinado tema. Recebi alguns e-mails dizendo que isso não se faz, que não é ético. Mas, que eu me lembre, em nenhum momento afirmei que a omissão havia ocorrido por falta de conhecimento ou até de esquecimento.

Para quem não sabe, quem se forma em direito consegue apenas o diploma de bacharel. Para ser advogado, a pessoa ainda precisa ser aprovada no Exame de Ordem da OAB. E, infelizmente, tal certame tem um índice de reprovação altíssimo, sobretudo na primeira fase — na segunda fase é possível participar de uma repescagem, chamada de reaproveitamento.

Reaproveitamento ocorre quando é o examinando é aprovado na primeira fase, mas é reprovado na segunda, situação em que, no exame seguinte, poderá participar diretamente da segunda fase. Se for reprovado novamente na segunda fase, no exame seguinte deverá fazer novamente a primeira. Custo: primeira fase: R$ 240,00; reaproveitamento: R$ 120,00.

Para piorar, existe um número exorbitante de faculdades de Direito no Brasil afora e, somada à realidade do alto índice de reprovação, a maioria das instituições acabou se transformando em cursos preparatórios de luxo para o Exame de Ordem. Talvez por uma questão de sobrevivência. Ou será que a maioria das instituições se preocupará em formar juristas, na acepção acadêmica do termo?

Para que vocês tenham uma dimensão do que isso gera, no estado do Rio de Janeiro, à exceção das instituição públicas e as privadas como a FGV e a PUC, no XX Exame de Ordem poucas instituições ultrapassaram a marca de 30% de aprovação.

E as poucas instituições (fora do eixo instituições públicas/FGV/PUC) que obtiveram mais de 30% tiveram 10 ou menos inscritos no certame. É só conferir as Estatísticas do Exame de Ordem (http://www.oabrj.org.br/estatisticas). E isso é quase uma constante (realmente há poucas variações).

Não obstante as instituições de ensino superior terem se transformado em verdadeiros cursos preparatórios para o exame de ordem, a reprovação em massa criou o mercado lucrativo dos cursos preparatórios para o Exame da OAB. Evidentemente que os números alarmantes de reprovação levam em conta a quantidade de cursos preparatórios.

E o curso de Direito tem a duração de cinco anos e, acreditem, é um tempo bastante exíguo para tamanho conteúdo, sendo natural que os docentes se utilizem da famosa “apertada síntese” e façam as devidas omissões — já que, em geral, a bibliografia recomendada deverá suprir, cabendo aos discentes o estudo.

Vejamos um exemplo: um professor de processo civil (talvez nem o de tributário) vai “perder tempo” dizendo que a norma insculpida no art. 1007, § 1º, do Código de Processo Civil (lei 13105/2015) não é norma geral (aplicável a todos os entes), mas federal, devendo ser aplicada apenas em relação à União. Isso porque ele vai puxar uma “pena” e vai surgir uma “galinha” — praticamente todo o Direito é assim. Eis o dispositivo:

São dispensados de preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, os recursos interpostos pelo Ministério Público, pela União, pelo Distrito Federal, pelos Estados, pelos Municípios, e respectivas autarquias, e pelos que gozam de isenção legal.

Não pode a União determinar a quem o Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, deverá conceder isenção, sob pena de violação ao pacto federativo. Seria verdadeira isenção heterônoma, vedada pela Constituição (art. 151, III), já que custas e emolumentos têm natureza jurídica de taxa, consoante já decidiu o Supremo Tribunal Federal (v. ADI 1444).

No entanto, tal isenção costuma estar prevista em lei do ente competente para conceder a isenção, sobretudo no Código Tributário, o que acaba por evitar maiores discussões acerca do tema (acredito já ter feito algum comentário a respeito do tema por aqui).

E a questão da “apertada síntese” ou mesmo das omissões não se aplicam apenas à graduação. Em concursos públicos jurídicos, a depender da carreira escolhida, alguns temas são ignorados ou as posições são até antagônicas — não por acaso se costuma dizer não ser interessante estudar para todas as carreiras jurídicas ao mesmo tempo.

Por fim, espero que tudo tenha ficado esclarecido.

2016: um ano positivamente inesquecível para mim

Até bem pouco tempo atrás estava notando algumas manifestações no Twitter a respeito do que foi o ano de 2016. Para muitos, o ano foi horrível, em virtude de tragédias, notícias como sempre tristes sobre guerras (civis e militares) e afins, mortes inesperadas de pessoas famosas e queridas, grave crise econômica pela qual passa o Brasil e — que se irradia para todos os ramos possíveis etc.

No entanto, o ano para mim foi muito bom. Arrisco-me a dizer que foi o melhor ano da minha vida. Não é possível detalhar, até por uma questão de privacidade (mas que fique registrado). O grande ponto negativo foi o falecimento da minha última “filha canina”, no dia 16/12/2016. O que nos dias posteriores foi motivo de tristeza e sofrimento pela perda, aos poucos foi se transformando em alívio, de certa forma, porque ela estava com a idade muito avançada para a raça dela (dogue alemão) e com a saúde bastante debilitada. Ela — Shalanna (Shasha para os íntimos) e a irmã Hanna, falecida no dia 27/12/2014, vieram para mim em 2003. Mudaram completamente a minha vida. Se estivessem vivas, completariam 14 anos no dia 12/03/2017. Posteriormente a elas, veio outra irmã, Natascha, mas que faleceu muito cedo, em 2008.

O fato de ano ter sido muito bom, não indica, de maneira nenhuma, que foi um período perfeito, como já demonstrado, em parte, no segundo parágrafo. Como qualquer pessoa comum, eu me aborreci algumas vezes (e realmente foram poucas), mas no geral os pontos negativos têm mais relação com metas não cumpridas do que com qualquer outra coisa. E quando falo em metas, estou me referendo a coisas “palpáveis” como “correr cinco vezes por semana”, “acordar em determinada faixa de horário”, “terminar de estudar determinada matéria” etc.

Infelizmente, o ano não foi das corridas de rua. Se no ano de 2015 eu torci o tornozelo e fiquei meses me recuperando — e eu havia começado a correr em julho daquele ano —, no ano de 2016 eu não consegui dar sequência, sobretudo no segundo semestre. Não sofri nenhuma contusão, tampouco faltou força de vontade, muito pelo contrário. A falta de continuidade se deu em função da rotina apertada. Ocorre que nem sempre a programação do dia se dá da forma como esperamos. Logo, muitas vezes ia dormir além do horário habitual ou, quando dormia no horário, o dia havia sido mais cansativo que o normal. No dia seguinte, não raras vezes optava por continuar dormindo ou mesmo preenchia aquele horário com outra atividade. Não adianta correr cansado e sofrer lesão.

Apesar do tempo exíguo, até que consegui me desgarrar da rotina algumas vezes e dedicar algum tempo ao lazer, coisa que não conseguia fazer quando tinha mais tempo num passado recente, fruto de um gerenciamento ruim de tempo.  Mas ainda tenho muito a melhorar, embora em muitos casos existam compromissos inadiáveis, como muitas vezes ocorreram no ano passado — disso não dá para fugir.

Posso citar como gerenciamento adequado do meu tempo o fato de simplesmente me dar conta, no fim do ano passado, de que havia semanas que sequer me logava no Instagram, até que resolvi desativar a conta. No Twitter, a situação é um pouco diferente. De lá, apenas tirei “férias”, para fugir de notícias jurídicas, mas me logo eventualmente. Voltarei a tweetar quando sentir necessidade. De maneira similar ao que ocorreu com o Instagram, um dia desses constatei que não vejo sequer um episódio da minha série favorita (The Big Bang Theory) há vários meses — era a única que eu acompanhava, de fato. Em termos de televisão, praticamente só vejo transmissões esportivas.

Há diversos exemplos de como o meu tempo rende melhor atualmente, mas se eu fosse discorrer a respeito de tudo, o texto iria ficar ainda mais longo do que já está. De qualquer maneira, como dito, quero melhorar ainda mais, até para me dar ao luxo de, em dado momento, não querer fazer nada, sem que isso se transforme numa bola de neve e eu praticamente fique usando o tempo que seria de lazer ou de descanso para cobrir o que não consegui cumprir. É por isso que decidi que em 2017 a minha rotina será um pouco mais light, quando possível, e hardcore apenas quando inevitável. Mas isso é um intenção.

E também não pretendo deixar este blog abandonado em 2017. Eu poderia acolher uma sugestão recebida por e-mail: transformar o presente espaço num blog estritamente pessoal, e remover o conteúdo jurídico para outro endereço. Mas existe um problema técnico que a meu ver exige solução inviável no momento: que eu me lembre, ao menos um texto jurídico de minha autoria (ainda estava cursando a faculdade) foi utilizado como referência em um trabalho de conclusão de curso (TCC) de um acadêmico de direito (universidade federal).

Assim, remover para outro espaço faria com que eventual consulta à referência (“acesso em”)  se perca (“página não encontrada”). O mesmo vale para textos de minha autoria que foram compartilhados por e-mail e redes sociais, e que dependem de um endereço correto. Acredito que seja possível redirecionamento para um novo espaço de posts específicos, mas isso exige o famigerado tempo e dinheiro, porque a plataforma que utilizo aqui não suporta.

 

Tujamo & Plastik funk – Who

O vídeo abaixo eu não conhecia.

Tujamo & Plastik Funk ft. Sneakbo – Dr. Who! (Official Video)