Contra crise, classe média corta refeições fora de casa e lazer

A crise econômica e a alta de preços estão mudando os hábitos dos consumidores brasileiros de classe média. Segundo levantamento da consultoria Plano CDE, 59% das famílias cortaram gastos com refeições fora de casa nos últimos seis meses. O lazer também sofreu cortes para 49%.

Outras categorias de produtos e serviços também começaram a ficar fora da lista de gastos das famílias: 38% cortaram serviços de beleza; 30% artigos para casa. Até o estudo próprio e o plano de saúde começam a sofrer com a restrição de gastos, para 11% das famílias.

A pesquisa foi feita em abril com 200 entrevistados entre 25 e 34 anos, das classes C1 (renda familiar de R$ 2,5 mil) e C2 (R$ 1,5 mil).

Mais gastos
De acordo com a pesquisa, itens essenciais, com luz e alimentação, foram os que mais sobrecarregaram o orçamento nos últimos seis meses. A conta de luz foi apontada por 61% dos entrevistados como um peso extra no orçamento. Para 58%, a alimentação também pesou mais.

Mas outros itens também foram apontados como responsáveis pelos gastos extras: transporte (32%), internet, TV a cabo (31%), medicamentos (28%), comer fora de casa (27%), vestuário (27%), aluguel (27%) e água (26%).

Novos hábitos
Além de cortar gastos, a classe C também está repensando suas compras de supermercado. 94% das famílias mudaram suas estratégias de compra. Entre as principais mudanças, 50% intensificou a bisca por promoções, enquanto 47% passou a comprar em menor quantidade.

A pesquisa também identificou que 46% cortaram produtos de alguma categoria, e 36% estão pesquisando novas marcas.

Até os locais de compra estão sendo alterados: 35% está pesquisando em mais locais antes de comprar, e 30% deixou de frequentar um ponto de venda porque ficou caro. Entre os entrevistados, 24% passou a comprar no atacado.

Preocupações
Mesmo apertando os cintos, a classe média segue com receito de não ter dinheiro para pagar as contas: essa é a preocupação principal de 44% dos entrevistados. Para outros 33%, o maior receio é ficar sem emprego ou trabalho.

Segundo a pesquisa, 7% temem não conseguir pagar a prestação da casa ou aluguel, enquanto outros 5% têm medo de não ter dinheiro para se aposentar.

Fonte: G1

#crise-economica

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