Corrida de rua: dos 10 km para os 5 km – regredindo para progredir

Quando comecei a correr, há pouco mais de três meses, o fiz praticamente sem orientação: fui maquinando possíveis percursos e, num dia de sábado de manhã, corri pelas ruas de algum lugar do Rio de Janeiro. Só que corri pouco, algo em torno de 400 ou 500 metros, e quase coloquei para fora todos os meus órgãos. O ritmo não foi forte, mas não estava acostumado a correr. O mais curioso é que o percurso que fiz tinha pouco mais de 10 km, e eu sinceramente tinha a pretensão de conseguir concluir tudo sem parar.

Foi correndo “até cansar” (nada de absurdo) e caminhando até recuperar o fôlego que fui evoluindo e consegui baixar meu tempo, sempre no mesmo percurso, em mais de 10 minutos ao longo das semanas (treinava diariamente e descansava nos fins de semana). E apesar de não haver muita precisão entre corrida leve e caminhada de recuperação, costumava me basear em quarteirões (ou quadras) e postes.

Tudo estava bem até que sofri uma entorse no tornozelo e fiquei praticamente 2 meses sem poder correr. Mas na semana do entorse eu me lembro que eu já estava recebendo uma orientação preliminar, e a planilha que uma profissional montou para mim foi baseada nos meus próprios dados: médias de quanto tempo (ou distância) eu conseguia me manter correndo, quanto tempo levava para me recuperar etc., para permitir uma progressão. Como demorei muito retornar aos treinos, a minha planilha foi adaptada tendo como referência o meu primeiro treino. Volto a repetir: uma zona segura de treinamento, mas que permitisse uma progressão no treinamento, de acordo com a minha evolução. A minha orientação (a distância) de exercícios consistia, basicamente, em corridas leves e caminhadas de recuperação — a caminhada de recuperação estava compreendida nos 10 km).

Quando retornei aos treinamentos, em meados de setembro, uma série de imprevistos me impediram de manter uma sequência de treinos, e eu atribuo isso basicamente ao calor excessivo que tem feito desde cedo no Rio de Janeiro, e isso ficou bastante claro no dia 13/10/2015, em que senti um desgaste físico muito grande a partir  dos últimos 2.5 km (aproximadamente) do percurso, sem estar treinamento num ritmo forte. Voltei andando para casa.

Após o ocorrido, resolvi repensar o meu treinamento — o aval de um educador físico é importante, mas não substitui o que sinto no meu corpo —, e simplesmente decidi que treinaria dali em diante apenas a metade do percurso, mas mantendo as distâncias (ou tempo) das corridas e das caminhadas de recuperação, para permitir progressão no futuro — e os outros 5 km serão diluídos para que sejam alcançados nos próximos meses).

Cheguei à conclusão de que deveria treinar apenas metade do percurso porque é justamente neste trecho que colho os melhores benefícios do treinamento (sensação minha), e meu ritmo começa a cair a partir de 6 km, e despenca a partir de 7.5 km, isso em tempos de temperatura elevada, o que inviabilizaria treinos diários de 10 km — e eu preciso correr todo dia, porque isso vicia. Entrei em contato com quem me orientava e com outras, que “homologaram” a minha decisão, e além de ter feito várias pesquisas.

No dia 15/10/2015 eu pus em exceção o novo plano de treinamento, e aconteceu exatamente o que imaginava: bom desempenho e pouco cansaço. Meu ritmo médio (pace) correndo foi de 05:15 minutos por km (média feita no excel, trabalhando especificamente com horas — mm:ss, neste caso), sendo que o ritmo médio geral (considerando a caminhada de recuperação) foi de 07:03 minutos por km (contra 07:27 minutos por km, marca do meu último recorde, quando reduzi quase 30 segundos do meu pace geral). Pode parecer um ritmo forte, mas não me senti cansado, e a recuperação durante o dia foi muito rápida.

O meu blog é pessoal, mas não especificamente sobre corrida de rua (quem sabe algum dia eu crie algum), e não vou ficar postando diária ou semanalmente sobre o meu desempenho — muito provavelmente farei boletins esporádicos para mostrar evolução ou algo peculiar. Apaguei os posts anteriores porque estava ficando confuso (algumas coisas publiquei sem querer, outras eu apaguei ou editei e muita coisa ficou sem sentido).

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