2016: um ano positivamente inesquecível para mim

Até bem pouco tempo atrás estava notando algumas manifestações no Twitter a respeito do que foi o ano de 2016. Para muitos, o ano foi horrível, em virtude de tragédias, notícias como sempre tristes sobre guerras (civis e militares) e afins, mortes inesperadas de pessoas famosas e queridas, grave crise econômica pela qual passa o Brasil e — que se irradia para todos os ramos possíveis etc.

No entanto, o ano para mim foi muito bom. Arrisco-me a dizer que foi o melhor ano da minha vida. Não é possível detalhar, até por uma questão de privacidade (mas que fique registrado). O grande ponto negativo foi o falecimento da minha última “filha canina”, no dia 16/12/2016. O que nos dias posteriores foi motivo de tristeza e sofrimento pela perda, aos poucos foi se transformando em alívio, de certa forma, porque ela estava com a idade muito avançada para a raça dela (dogue alemão) e com a saúde bastante debilitada. Ela — Shalanna (Shasha para os íntimos) e a irmã Hanna, falecida no dia 27/12/2014, vieram para mim em 2003. Mudaram completamente a minha vida. Se estivessem vivas, completariam 14 anos no dia 12/03/2017. Posteriormente a elas, veio outra irmã, Natascha, mas que faleceu muito cedo, em 2008.

O fato de ano ter sido muito bom, não indica, de maneira nenhuma, que foi um período perfeito, como já demonstrado, em parte, no segundo parágrafo. Como qualquer pessoa comum, eu me aborreci algumas vezes (e realmente foram poucas), mas no geral os pontos negativos têm mais relação com metas não cumpridas do que com qualquer outra coisa. E quando falo em metas, estou me referendo a coisas “palpáveis” como “correr cinco vezes por semana”, “acordar em determinada faixa de horário”, “terminar de estudar determinada matéria” etc.

Infelizmente, o ano não foi das corridas de rua. Se no ano de 2015 eu torci o tornozelo e fiquei meses me recuperando — e eu havia começado a correr em julho daquele ano —, no ano de 2016 eu não consegui dar sequência, sobretudo no segundo semestre. Não sofri nenhuma contusão, tampouco faltou força de vontade, muito pelo contrário. A falta de continuidade se deu em função da rotina apertada. Ocorre que nem sempre a programação do dia se dá da forma como esperamos. Logo, muitas vezes ia dormir além do horário habitual ou, quando dormia no horário, o dia havia sido mais cansativo que o normal. No dia seguinte, não raras vezes optava por continuar dormindo ou mesmo preenchia aquele horário com outra atividade. Não adianta correr cansado e sofrer lesão.

Apesar do tempo exíguo, até que consegui me desgarrar da rotina algumas vezes e dedicar algum tempo ao lazer, coisa que não conseguia fazer quando tinha mais tempo num passado recente, fruto de um gerenciamento ruim de tempo.  Mas ainda tenho muito a melhorar, embora em muitos casos existam compromissos inadiáveis, como muitas vezes ocorreram no ano passado — disso não dá para fugir.

Posso citar como gerenciamento adequado do meu tempo o fato de simplesmente me dar conta, no fim do ano passado, de que havia semanas que sequer me logava no Instagram, até que resolvi desativar a conta. No Twitter, a situação é um pouco diferente. De lá, apenas tirei “férias”, para fugir de notícias jurídicas, mas me logo eventualmente. Voltarei a tweetar quando sentir necessidade. De maneira similar ao que ocorreu com o Instagram, um dia desses constatei que não vejo sequer um episódio da minha série favorita (The Big Bang Theory) há vários meses — era a única que eu acompanhava, de fato. Em termos de televisão, praticamente só vejo transmissões esportivas.

Há diversos exemplos de como o meu tempo rende melhor atualmente, mas se eu fosse discorrer a respeito de tudo, o texto iria ficar ainda mais longo do que já está. De qualquer maneira, como dito, quero melhorar ainda mais, até para me dar ao luxo de, em dado momento, não querer fazer nada, sem que isso se transforme numa bola de neve e eu praticamente fique usando o tempo que seria de lazer ou de descanso para cobrir o que não consegui cumprir. É por isso que decidi que em 2017 a minha rotina será um pouco mais light, quando possível, e hardcore apenas quando inevitável. Mas isso é um intenção.

E também não pretendo deixar este blog abandonado em 2017. Eu poderia acolher uma sugestão recebida por e-mail: transformar o presente espaço num blog estritamente pessoal, e remover o conteúdo jurídico para outro endereço. Mas existe um problema técnico que a meu ver exige solução inviável no momento: que eu me lembre, ao menos um texto jurídico de minha autoria (ainda estava cursando a faculdade) foi utilizado como referência em um trabalho de conclusão de curso (TCC) de um acadêmico de direito (universidade federal).

Assim, remover para outro espaço faria com que eventual consulta à referência (“acesso em”)  se perca (“página não encontrada”). O mesmo vale para textos de minha autoria que foram compartilhados por e-mail e redes sociais, e que dependem de um endereço correto. Acredito que seja possível redirecionamento para um novo espaço de posts específicos, mas isso exige o famigerado tempo e dinheiro, porque a plataforma que utilizo aqui não suporta.

 

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